Por Cuca
14 setembro, 2018

Viagem internacional com crianças pequenas

Uma viagem internacional com crianças pequenas pode variar muito em relação as dúvidas, os medos, as dificuldades ou facilidades.
Tem casais que viajam tranquilamente com os filhos, desde que são ainda bebês, sem drama nenhum e sem stress. Tudo certo.
Tem casais que ficam super inseguros pensando qual seria o momento ideal para isso acontecer.
E obviamente tudo isso tem a ver com o perfil do casal (se já era super habituado a viajar e descomplicado) e com o perfil da criança (se é calminha ou bem sapequinha), se pode contar com alguma ajuda, o que gostam de fazer e etc.
Vou contar um pouco da minha experiência, na nossa primeira viagem internacional com minha filha de 2 anos e meio. Como uma virginiana nata, todos os detalhes foram pensadísssimos! hahaha

– Perfil dos pais
Eu sempre viajei MUITO. Quem acompanha o site ou o meu Instagram (@cuca_martins), há algum tempo, sabe disso. Mas muito antes, eu já viajava para todos os lugares: de carro, avião, trem ou de camelo. hahah Eu até curto destinos tradicionais, mas gosto de lugares inusitados e diferentes.
Sou super descomplicada e amo viajar…mas meu marido é mais dramático e tradicional. Daqueles que foram 9 vezes para Disney e tem preguiça da Europa ou de conhecer novos restaurantes (meu oposto). Ele já achava tudo super difícil e complicado quando éramos só nós dois. Quando nasceu a pequena então….vixi Maria! Achei que minha filha só iria entrar em um voo internacional com uns 40 anos de idade. hahah
Entenda quem vocês são: se acham tudo fácil ou difícil. Porque com filhos, realmente é mais complexo!

-Perfil dos filhos
Mas ok, eu também não me animava tanto a pegar um voo longo, para destinos exóticos com meu pequeno furacãozinho.
Porque sim, agora que já tracei nosso perfil, digo que minha filha é daquelas bemmmm sapequinhas. Já fomos várias vezes para o Nordeste e acho que nem sentei na minha cadeira, porque ela quer correr durante as 2 horas de voo e conversar com o avião inteiro (puxou a mãe). Então ficava me imaginando correndo durante 8 ou 13 horas dentro de um avião. Seria tipo uma maratona de 42 km no ar! hahah
Seja honesto com você e entenda quem é seu filho.
Exemplo: Eu já vi várias amigas levando filhos super pequenos para viagens tipo Capri. A minha derrubaria o barqueiro, eu, ela e o pai no mar em 20 segundos. Ela não tem a menor paciência para essas coisas. E não, ela não usa Ipad (uma escolha nossa), então temos que entreter e gastar a energia dela à moda antiga mesmo!

Um belo dia, tomei coragem, definimos o roteiro e convenci meu marido! Foi um tiro no escuro, pois seria ou a melhor viagem da vida ou a mais traumatizante do mundo…

– Vai ter ajuda ou não
Muitas pessoas levam babás, tios, primos, irmãos ou avós na viagem. E sim, acaba sendo uma pessoa a mais para ajudar tanto no aeroporto, na rotina durante a viagem e até nos momentos de stress com a criança.
Resolvemos que seríamos só nós 3: eu, marido e filha. Então, algumas coisas já começam a se definir a partir dessa escolha também.

– Escolha do destino
Um dos itens mais importantes, é acertar na escolha do destino.
Como nós 3 amamos praia e calor, definimos que seria praia e verão. Como nossa viagem seria em julho, as opções que filtramos foram: Europa, Estados Unidos ou Caribe.
Excluímos Europa pois normalmente são 13 horas de avião (Portugal 8).
Conversei com 700 amigas que tem filhos pequenos e super me recomendaram as Bahamas. E como sabíamos que nosso voo chegaria em Fort Lauderdale, decidimos ficar alguns dias em Miami também.
Pronto! Destino definido: Bahamas e Miami.

– Escolha dos voos
Mais uma vez, recorri aos conselhos de amigas e todas me disseram para pegar um voo noturno. Na minha cabeça, também fazia mais sentido. Minha filha dorme super bem a noite, então achei que seria tranquilo.
Começamos a ver passagens e meu marido queria pegar aquele sofá da Azul. A gente teria que pegar 3 passagens (a partir de 2 anos, as crianças pagam passagem) e pagar um extra (que achei bem salgadinho), pela semi comodidade do sofá.
Mas a gente tinha bastante milha e flexibilizamos muito a data da nossa viagem. Acabamos indo no final de julho e voltamos na primeira semana de agosto. Conseguimos assim, pegar 3 passagens com milha na executiva, o que garantiu um conforto absurdo e nem um custo extra!!!!
A executiva é super cara e nunca compraríamos para nós 3, se não fossem as milhas. Então, quem puder se programar com antecedência, pode aproveitar promoções ou tarifas melhores. Vale muito muito a pena.
A criança vai deitada em uma caminha, então isso já é incrível.
Uma dica é que se seu filho ainda for pequeno (menor de 2 anos), dá pra ir tranquilamente deitado com você na poltrona da executiva.
Quem não puder comprar executiva ou tiver pontos, na econômica as opções são: com bebês até 1 anos (se não me engano), você pode solicitar um bercinho na companhia aérea com antecedência. Pagando extra, tem a opção do assento conforto ou sofá (depende da companhia aérea).
Tente pegar sempre as poltronas da frente.
Conexões: nosso voo chegaria em Fort Lauderdale as 7 da manhã e o voo das Bahamas seria 4 da tarde. Achamos inviável passar tantas horas em um aeroporto com uma bebê, após um voo internacional. Por isso, optamos dormir 1 noite em Fort Lauderdale e voar paras Bahamas no dia seguinte. Foi a melhoe escolha possível!!!!
Prestem atenção nesses detalhes de tempo de conexão.
Dica: você pode escolher menu infantil ou especial (caso você ou seu filho não possa comer glúten, leite ou seja vegetariano). Isso tem que ser pedido com antecedência para a companhia aérea.
Eu não vi muita vantagem no menu infantil não…

– Escolha dos hotéis
A primeira coisa é escolher um hotel kids friendly, ou seja, não que apenas aceite crianças, mas que também possuam estrutura para recebê-las. Isso facilita muito nossa vida, seja no Brasil ou no exterior.
Pense bem em como será o quarto (se vai dormir no mesmo quarto, na mesma cama, no berço e etc), se é fácil acessar a praia ou os passeios, a comida, se tem room service, acesso a farmácias, hospitais, médicos, comida ou qualquer coisa que você possa precisar com uma criança.
O hotel que escolhemos nas Bahamas fica dentro de um complexo de hotéis, com parque aquático, muitas piscinas, dezenas de restaurantes, atividades e a praia. Vou escrever sobre ele em breve.
O que escolhi em Miami, usei como princípio básico que teria cozinha, piscina e pé na areia. Foi o máximo e vou postar também.
O de Fort Lauderdale, mesmo que por apenas 24 horas, acabou sendo uma excelente opção.

– Pesquisar
Pesquisar e organizar a programação com as crianças nos lugares que irão visitar.
Eu sempre faço uma super pesquisa de restaurantes, programas, endereços, horário de abertura dos locais e tudo que tenho interesse em fazer no destino escolhido. Já fazia isso antes de ter filho. Com criança, acho ainda mais importante. Facilita muito a nossa vida!

– Aeroporto
Chegue com antecedência, pois com crianças a velocidade é outra. Tenha algo para comerem ou se entreter.
Cheque os documentos e não desgrude dos filhos. é muita gente e uma piscada, é fatal!
Dica: se estiver só em casal com a(s) crianças (s), contrate um carregador no aeroporto para ajudar com as malas. Principalmente se alugar carro e tiver que andar pelo aeroporto, até a locadora. O valor varia de 5 a 10 dólares pelo serviço nos Estados Unidos, mas o que facilita a vida não tem preço.
Vale MUITO a pena!!!

– Aluguel de carro no destino
Se for alugar um carro, não esqueça de alugar cadeirinha (caso seu filho esteja na idade de cadeirinha).
Dica: Se a intenção é comprar uma cadeirinha para trazer para o Brasil e seu destino for os Eua, compre pela Amazon e mande entregar no seu hotel. Assim você usa durante a viagem e traz para casa depois. Fiz isso com o novo carrinho (top) da Sophia. Depois conto dele também.

– Chip de celular
Vou fazer um post sobre isso mais longo, mas recomendo um dos 2 já sair do Brasil com um chip internacional (várias empresas tipo a Easysim4u tem isso e entregam em casa) ou habilitar com a sua operadora (Claro, Vivo, Tim), pelo menos 1 dia de internet no pais de destino até você chegar lá e comprar um chip local.

– O que levar na mala da criança
Tem uma lista de coisas indispensáveis! Vou fazer um post como todas elas, pois esse já está enorme.

– Imprevistos
Imprevistos acontecem, mas não se deixe abater!
 Sabe o famoso shit happens?
Voo de ida: Pois é… planejamos tudo nos mínimos detalhes, a gente só não sabia que o piloto automático do nosso voo de ida para Fort Lauderdale ia quebrar durante a decolagem, no momento exato que minha filha estava pegando no sono. Depois de voarmos por 1 hora tivemos que voltar para o Brasil e ficamos 2 horas no avião, em solo e sem saber o que iria acontecer. Sophia correndo enlouquecidamente. Poderia ter sido pior, mas assim que arrumaram a aeronave e decolamos, ela dormiu praticamente 8 horas seguidas e deu tudo certo, depois de dar tudo errado! hahah
Voo de volta: Voo noturno também, mas caímos na besteira de deixar ela dormir durante quase 2 horas no aeroporto. Quando ela entrou no avião, tocou o terror. Não queria dormir, não quis comer, nós estávamos exaustos e realmente foi bem desgastante e nos deixou bem sem paciência (coisa que costumo ter bastante). Inacreditavelmente, acabou sendo bem pior que a viagem de ida, que teve contratempos mais apavorantes. Ela dormiu durante umas 4 ou 5 horas apenas e passou 3 horas pulando, gritando e tentando acordar as pessoas na executiva. Pareceu uma eternidade!
Mas nada que a gente não tenha superado!

– Balanço Final
A nossa viagem foi incrível e maravilhosa!!!!! 

Em momento nenhum nos arrependemos de termos viajado com ela pequena ou sem ajuda.
Achamos super importante para nós 3 os momentos que tivemos juntos, os perrengues, a parceria, as trocas de experiência e cumplicidade.
Ela estava radiante, aproveitou demais!!!! E a felicidade dela, fez a nossa felicidade.
Não teve baladas, restaurantes incríveis e muitos drinks, dias de sol deitados na cadeira de piscina ou na praia e descanso, como eram nossas viagens antigas.
Teve cansaço sim (não vou mentir), mal consegui deitar para tomar sol, comi correndo em várias refeições…mas teve MUITO amor, muitos sorrisos, muita farra, muito desenvolvimento (senti uma diferença grande. Deu um belo salto) e foi sem dúvida nenhuma, uma das melhores férias das nossas vidas!
Se eu pudesse dar um conselho, seria: “Não tenham medo! Apertem os cintos e viagem com seus filhos!” É inesquecível!

Gostaram do post? Esqueci alguma coisa?  hahhaha
Quem gostou, comenta, curte e compartilha.

Meu Instagram: @cuca_martins

Próximos posts:
– Hotel de Fort Lauderdale
– Hotel Bahamas
– Hotel Miami
– O que levar na mala das crianças quando viajar: roupas, brinquedos, remédios
– O melhor carrinho de criança do mundo para viajar: Yoyo (vai ter post completinho)

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